
parece que na austrália existem também paisagens bucólicas suficientemente inspiradoras para criar boa música. exemplo disso é esta "cantautora", Holly Throsby , que já tem alguns trabalhos editados, conforme se pode ver no seu site, mas que conheci através deste " Team ". não é difícil gostar deste álbum, porque na sua simplicidade de melodias, encontra-se uma serenidade generosa, como quem espera que algo caia do céu. é divertido ver a capa (Holly no seu site diz que gosta de cães) e tentar imaginar do que estão à espera (se é que esperam algo). talvez a música seja [...]

não será difícil imaginar onde este quarteto norueguês se terá inspirado para apresentar este "Taiga". curioso é saber que Taiga (palavra de raiz russa) é também conhecida por " floresta de coníferas , ou ainda floresta boreal , é um bioma comumente encontrado no norte do Alasca, Canadá, sul da Groelândia, parte da Noruega...", ora, as paisagens extraordinárias, comuns a esta biodiversidade, frágil, foram certamente representadas, metaforicamente, pela voz quase cristalina do vocalista, que desta forma procura também o espirito de uma interacção harmoniosa entre o homem e a natureza. é um album que se deve de ouvir inteirinho, de uma [...]

estes suecos devem ter qualquer coisa de extraordinário a acontecer nas suas terras. a música deve ser uns dos bens imateriais com maior índice de exportação daquele país. aliado à quantidade vem a qualidade, que este sexteto prima por continuar a cumprir. é claramente um estilo que continua a criar fãs por esse mundo fora e que não cansa porque cada banda consegue imprimir e juntar a sua marca digital. o nome deste grupo é para mim acolhedor, apesar de parecer tempestuoso, mas sempre gostei de ver os trovões a rasgarem o céu e a criarem [...]

o primeiro contacto que tive com este álbum foi através do excelente videoclip da música "holocene", que considero uma obra de arte, poesia em estado visual. (de cada vez que o vejo, agora mais emocionado que nunca, apetece-me ser transposto para aquele cenário idílico) as restantes músicas gozam desse mesmo cenário, são fantásticas e dificil é dizer que não se gosta de uma ou tentar encontrar ali alguma coisa fora do sítio. o equilíbrio foi encontrado pela imaginação de criar algo de etéreo. a capa, coisa que tem andado arredada dos conceitos mais básicos dos trabalhos [...]

há uns tempos atrás deparei-me com este quarteto californiano aqui pela internet e passei à frente. não tendo dado muita atenção ficou alguma coisa, porque ao passar pelo site npr , na secção tiny-desk-concerts , encontrei a actuação deles e lembrei-me logo que já tinha ouvido aquele sonoridade e fui por ai adiante na senda de mais informação. claro que é possível ouvir muitas das faixas do álbum, "Gorilla Manor", e vale a pena cada minuto. as músicas são bem ritmadas e percebe-se que, apesar de ainda ser uma banda com pouco trabalho [...]

as letras acompanham-nos todos os dias, em todos os momentos, instantes, pensamentos. não fogem, estão sempre disponíveis para nós. são servas fiéis. por vezes revelam-se de forma tão clara, outras tornam-se quase obscuras, inantigiveis. as letras que vão formar as palavras e estas as frases e estas a nossa comunicação e esta as nossas relações e estas as nossas descobertas e estas amizades e estas...

foi no salão brasil em Coimbra, através da Associação Lugar Comum , que vi pela primeira vez o trio americano, The Dodos. o concerto foi contagiante pois a energia que eles conseguiram passar para a plateia foi tremenda. rapidamente estávamos todos rendidos à perfomance e às músicas, que não cessavam num continuo, quase sofrego de percussão e voz. este ano aparecem com o álbum "no color", que numa primeira análise até está em conformidade com a capa, que apresenta uma fotografia a preto e branco, mas lá dentro a coisa muda de figura. continuam [...]

e já está aí o novo álbum dos norte americanos Beirut. aqueles que este ano já visitaram Portugal e que já criaram uma legião de fãs, onde estou incluído. este "the rip tide", é uma continuação do som que já estamos habituados a ouvir e por isso mesmo é que é tão bom. não é incomum que as bandas, à procura de novos territórios, se afastam da sua génese, e depois percam a identidade. por vezes é melhor jogar pelo seguro e fazer o que se sabe, o que se faz bem. [...]

depois de ter andado durante uns tempos largos com o último álbum dos The National no carro, penso que chegou a hora de lhe dar algum descanso, porque tudo o que é em demasia pode chatear. isso acontece facilmente na música. e agora com esta descoberta, álbum Dá, da Márcia (bem sei se já saiu o ano passado, mas a música, dizem, é intemporal), penso que já tenho um substituto. pode ser rebuscado, mas não estou a comparar estilos, apenas a valorizar o que é português. colam-se aqui com facilidade algumas vozes, mas penso que a [...]

e o que serão aqueles dois pontos no final da linha? podem ser o que quisermos, tudo cabe numa ideia.

levantem-se os braços pelos direitos

danger mouse é um músico que gosta de experimentar novas abordagens à música e é responsável por alguns projectos interessantes, que uma pesquisa rápida na net é capaz de mostrar. a verdade é que já tinha ouvido falar neste álbum, em alguns sites, e a expectativa era grande, quer pela incógnita do que aí vinha quer pelos nomes associados ao projecto. Norah Jones, Jack White aparecem numa abordagem quase cinematográfica às músicas, em que fazem lembrar uma película italiana dos anos 60. talvez para isso tenha ajudado a participação do músico italiano, daniele luppi, imprimindo assim uma grande sensualidade. [...]
Apaga-se-me a noite E escorro lento pela calma As ideias gastas já não regressam E o fim fecha-se numa pálpebra Posted from WordPress for Android
Apaga-se-me a noite E escorro lento pela calma As ideias gastas já não regressam E o fim fecha-se numa pálpebra Posted from WordPress for Android

não é fácil explicar este álbum, talvez seja mesmo algo impossível. "the north green down", é um tributo de Chris Hooson, fundador dos britânicos Dakota Suite [que estiveram no Festival para Gente Sentada em 2010] com Emanuele Errante, a uma familiar. pela situação especifica e pela sua carga emocional, estes compuseram as 18 canções, onde o piano assume uma dimensão pesada, quase de murmúrio, de um sussurrar de despedida. e o surgimento dos violinos, são pequenos fragmentos de luz que orientam na densidade da negritude. por fim, a singularidade, quase, minimalista da música torna-a mágica. [...]

a cor é a que quisermos, basta imaginá-la. e os nossos olhos atingem o horizonte e não querem regressar. e perdem-se por lá e aguardamos pacientemente. cheios, mas sempre sedentos, preparam nova viagem.

profundo quase intocável serenamente vazio calmamente ondulado e emerso nesse embalar celestial esqueço.

as cores estão carregadas, saturadas. mas há quem não se perturbe, deambula secretamente quase imóvel ou suspensa. é este o contraste.

todas as grandes causas, personalidades, momentos... têm o seu monumento. este não é menor que qualquer um. talvez até seja um caso de "monumento em crescimento"